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CLÁUDIO COSTA VAL Na 2ª metade dos anos 80 e na 1ª dos anos 90 do séc. XX, Cláudio foi extremamente atuante na cena musical de Belo Horizonte. Desde muito jovem, atuou em várias bandas e acompanhou diversos cantores da capital. Estilos como o hard rock, o reggae, o heavy metal “clássico”, o jazz, o blues, o folk e a MPB acompanharam o baixista em inúmeras incursões musicais. “Kalabouço” (banda pela qual também passou o apresentador Dudu, do programa “Grafitte” da TV Alterosa); “Amotinados do Teffé” (banda onde tocou o hoje maestro Eduardo Fonseca); “Hans” (primeira banda do cantor Gérson Pires – o Play); “Primavera de Praga” (um dos embriões do J. Quest); “Os Intocáveis” (banda que se sangrou como uma das vencedoras do Festival Extra’n’Roll, evento que marcou o rock mineiro no início da década de 90); “Gláucio Barbosa e Mauricinhos da Jamaica”; “Jazz Trio”; “The Rednecks”; “Ânima”; “In Transe” (banda na qual também foi vocalista), dentre outras, fazem parte do currículo do baixista e letrista. A partir da 2a metade dos anos 90, já formado no Teatro Universitário da UFMG e trabalhando como ator, Costa Val passa a se dedicar às artes cênicas e ao meio audiovisual. Mas a música continua presente: entre jingles, spots e algumas participações sonoras, Cláudio compõe, em parceria com Kalluh Araújo, as músicas originais da peça “Segredos da Adolescência”, produção do Grupo Real Fantasia, com direção do próprio Kalluh. Pouco tempo depois, Cláudio ingressa como cronista no Jornal Estado de Minas, onde passa a escrever diariamente a coluna “Cronista da Noite”, no caderno cultural. O cinema publicitário e produções em vídeo começam a ocupar boa parte do cotidiano de Costa Val, que também já era formado em Administração de Empresas. Em 1999, Cláudio ganha – através da Agência Espanhola de Cooperação internacional (AECI) – bolsa de estudos na Espanha, onde vai estudar Comunicação Audiovisual, com ênfase em TV. Após a temporada de pós-graduação em Huelva, na Andaluzia, sul da Espanha, Costa Val retorna ao Brasil. Retoma sua atividade como ator, entrando em cartaz para uma 2a temporada da peça “Noite de Reis”, de W. Shakespeare, com direção de Chico Pelúcio. Neste espetáculo, Cláudio também participa como violonista. É eleito, pela crítica especializada, um dos três melhores atores daquele ano em BH. O cinema entra definitivamente na vida do artista, que passa a trabalhar assiduamente como diretor, roteirista, produtor e professor, além de ator. Nesta época, funda a produtora Filmmakers que, pouco tempo depois, assumiria o nome Parpadeo Cinevídeo, onde, desde então, realiza curtas-metragens, vídeo clipes e produções diversas. Ainda em relação ao cinema, no início de 2003, Costa Val cria a Escola Livre de Cinema – E.L.C./BH, tornando-se diretor e professor de “Roteiro Para Cinema”, “Direção Cinematográfica” e “Produção Experimental” desta instituição. Em 2005, ingressa como professor na Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, onde passa a ministrar as disciplinas de “Literatura Dramática” e “Teoria Teatral” no Curso Profissionalizante de Teatro do Centro de Formação Artística – CEFAR. Também prossegue trabalhando como ator em filmes e vídeos, dos quais se destacam o curta-metragem “3:00 am”, de Sérgio Gomes – filme com o qual é premiado em 2006 como Melhor Ator no Festival de Cinema de Gramado, na Categoria Super 8 – e os longas-metragens “Samba-Canção”, de Rafael Conde e “Batismo de Sangue”, de Helvécio Ratton. Como diretor, faz vídeo clipes e alguns curtas-metragens, dentre eles “A Cartomante”; “Uma 2ª Chance”; “Arremate” (projeto agraciado no 2º Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de Minas Gerais); “Fogo!” e “À Espera”. Realiza também sua primeira direção teatral, com a cena “O Julgamento do Marquês ou... Um Vazio Asfixiante”, projeto selecionado no 8º Festival Cenas Curtas do Galpão Cine Horto. Já no 2o semestre de 2007, inicia os ensaios de “Macbeth 0.8”, exercendo as funções de diretor, dramaturgista, ator e músico/compositor. Em 2008, o espetáculo entra em 1a temporada de apresentações ao público. |